domingo, 20 de junho de 2010

DUNGA X IMPRENSA ou IMPRENSA X DUNGA

Tava demorando!!! A Globo soltou o primeiro cacete em Dunga via Tadeu Shimidt - que substituiu a Fátima ontem. Rodaram todos os vetes, a coletiva e depois, entra no que seria o encerrramento com um Editorial. Puxou o histórico do clima Dunga X Imprensa desde o começo. Mandou ver um "atitude não compatível com a posição que ocupa" depois de usar palavras como "irônico" e colocar ruidozinhos de som para cobrir os palavrões que Dunga falou e que vazaram no microfone [não vazaram porque eu ouvi ao vivo - vazou um chiado - mas claro que eu sabia que era um merda e um po#@a - ou o que valha]. Repetiu que uma atitide dessa não era para a função. Pena porque é briga de ego. Dá pra perceber pela subliminar. Tadeu explica que "a pessoa globo" que irritou o Dunga no meio da coletiva, estava falando com ele - Tadeu - no telefone. Aí pra mim perde ponto. Entra no que todos estão fazendo. O bate volta.
A imprensa bateu primeiro na escolha de Dunga pra técnico. Já tinha batido na Era Dunga. Dunga já entrou como "volante raçudo" e foi fácil manter a temperatura mais quente até pela própria natureza das coisas.
Eu sou daquela geração de jornalista que foi ensinada pelos meus excelentes chefes, que numa entrevista, o repórter faz pergunta - não debate, nem provoca, nem afirma, nem responde mesmo que perguntado. Nunca, jamais, em tempo algum, querer ser mais do que o entrevistado. Muito menos mais grosso. Parece fácil, mas não é.
Isso significa que acho que a imprensa - que neste momento deve estar bolando um jeito de boicotar geral o Dunga - o que o faria muitissimo feliz - está errada. Nem tanto pelo que faz - mas pelo que noticia e como noticia [até porque, a gente não sabe o que a imprensa faz, ou os blogs de jornalistas não fariam sucesso algum] .
Exemplo: a imprensa do "Circo da Fórmula 1" odiava o Senna e adorava o Piquet. E ninguém sabia disso. Nem na subliminar... só quem estava lá sempre é que sabia. Piquet era o brasileiro típico, simpaticão, agradável, de roda de amigos e de mulheres ao redor do trailler dele nos circuitos. Senna, que toda a imprensa só chamava de Ayrton, chegava mudo e saia calado. Sem um sorriso. Nem um oi fora do script oficial.
Só passou mais uma subliminar: quando o Tadeu chamou de volta o estúdio do Fantástico, a Patricia Poeta diz: "Éstá aí o recado do Tadeu". Eu traduzo o que ela quiz dizer: Gente, isso não é um editorial, é a opinião dele. Como o esporte tem uma rixa velha com o jornalismo e o Dunga também não deixa a Fátima fazer as entrevistas exclusivas que ela sempre fez, a editoria do Fantástico deixou passar.
Ó gente: por aqui, Bito que não veio, Tassita, A repórter, eu e até Seo Ari - que não é jornalista mas é quase - sabemos o que pode acontecer numa coletiva, com bando de jornalista junto... mais de trezentos... futebol ... não sabemos não...
Me incluam fora dessa.

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